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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Vivo o que esta vivo"



NÃO!
ISSO ASSIM NÃO ME PEGA...

Não me esfrega, nem me enxerga
Sem revolta, vivo em volta
De fantásticas idéias
Parece ser bom, as vezes não
É tão sofredor, as vezes é lindo
Tão fanático, tão simples!
Tão real
Ai de mim se fosse irreal
Mergulhasse no mundo de irrealidade
Com lealdade,
A mim!
Unicamente exclusivo a mim
Algo sem fim...
Sobrevoo então esse céu que não tem estrelas
Vejo-me de braços abertos
Em busca do milagre desejo
Me entrego
Não espero!
Que venha a mim o que sonho...
Faço então desse sonho o presente momento
O invento
Te encontro
Me encontro
Preencho o conteúdo, vazio!
Se encheu, preencheu
O amor é teu
Não veio buscar?
Não me esfrega na cara
O que não quero ver
Nem sentir
Nem pressentir
Que essa rendição não vai ser a mim...
Acordo
Maquinas maldosas ruminam os pesamentos
Cheio de sentimentos
Que levam eu a você, a todo momento
Fujo!
Escondo!
Corro pra bem longe
Onde qualquer sinal seu não me encontre
Mas como isso, você esta longe?
E tão guardada ao mesmo tempo...
Há, sonhos, esses persistem,
Pega assim, enxerga...
Não renega!

Pelo Amor que se tem em algo maior que isso,
TIRA ISSO DE MIM!
Da mesma forma que pedi para pegar pelo amor,
agora tira, pela dor!
Tá doendo demais, me machucando
As vezes parece que não tem jeito!

É como se você ganha alguma coisa, e logo, a tiram de você!
Loucamente, bruscamente,é assim que me sinto!
Roubaram um presente que havia ganho!
Em algum lugar no corpo parece que tem um buraco,
É aqui, no peito!
Dói no meu peito, dói pra respirar
Parece é que tem,
Um buraco em minha alma!
Tinha esperança de não ser aquilo que na verdade, é...

...Isso é o que alguns encontros nos proporciona!
Um sentimento tão bom, tão claro, tão companheiro e colaborativo.
Com ímpeto, arrancado, sem ao menos me ser perguntado se eu queria ou não!
Tirado! E eu, não pude nem mostrar como é bom estar comigo!
Todo amor, carinho, paixão e companheirismo que eu tenho a oferecer...
Tinha a oferecer!
Agora, não tenho mais!
Acabou, já até esqueci...
Eu não te reconheci!


Da próxima vez da qual for me envolver, vou descolar alguem com tecnologia japonesa, dessas que nos fazem esquecer mais rápido...Quando a pessoa se é do interior do Brasil, a coisa fica mais dificil de ser esquecida...
(rs..)É sério!
Eu não consigo perder o senso de humor nem nesta hora...

A minha sensibilidade, agora aprendi a confiar nela...Ela não mente!
Longe de mim estava acontecendo algo, eu senti...
Não estava perto, mas senti,
Eu não quis acreditar, mas na verdade...SENTI!

rs...Acho que sentimento é igual o vírus da gripe, cada um com o seu, misturou com o do outro, ferrou! A partir daí é dor, sofrimento, ficar de cama, pra você então se cuidar, se preparar, organizar,deixar passar e RECOMEÇAR...
(Obs. E tomar todas as devidas precauções para que nem tão cedo outro vírus da GRIPE há de se pegar!)
Compreendeu a bula médica?
Tem alguma duvida?
Eu não quero ter mais dúvidas...(impossivel não ter "dúvidas"...rs..eu sei)


Trechos musicais não deixam meu pensamento:

...Recebe menos quem mais tem pra dar, agora, queira dar licença que eu JÁ VOU...

...Agora, você passa eu acho graça, nessa vida tudo passa e você também passou...

Quando isso tudo acabar, quero brincar e rir com o que aconteceu comigo!
As cousas são assim mesmo, elas acontecem, vem e vão...

Assim, vou aprendendo a lidar com elas e principalmente COMIGO...!


Segue-se então...


!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

'Acordais?!"



Que mundo hei de estar...
O rosa lira lirais,
Quem tá dormindo acordais!

Mais uma festa esta para chegar
Batuque, gente morrendo
Marchinha, a chuva comendo
Casas, pessoas, crianças
E ainda se tem esperança?

O rosa lira lirais,
Quem ta dormindo acordais!
Vamos acordar!
Estão roubando a nossa gente
Usando em beneficio proprio nosso dinheiro
Devastando a nossa mata
Para plantar cana
Acabando com o ar
Que se tem pra respirar
E a gente festejando, dançando e cantando!
Afinal, é carnaval!

O rosa lira lirais,
Por favor, quem tá dormindo acordais!

Vamos marchar,
feito manada, atrás de um trio
Gente passando fome?
Agora é festa
Talvez eu acorde na quarta-feira
Aproveitar toda essa brincadeira
Afinal, foi assim que aprendi
Desde quando os portugueses chegaram aqui
Indios mortos, esgoto a céu aberto
Doenças ao redor
Desde quando isso tem importância
Se os navios que aqui aterraram
Traziam em si a visivel beleza
Da esperança
De que tudo acaba em festa e dança!
Me deixei enganar
Pelo luxo que meus olhos foram me mostrar!

O rosa lira, lirais
Quem ta dormindo, imploro acordais!
Vamos acordar
Descobrir como conscientizar!
Através de nossas fraquezas
Nos fizeram alienar
Vivemos como sua cartilha manda
Tá na hora
Vamos fazer mudar!

O rosa lirá
Lirais
Chegou a hora
Quem tá dormindo acordais!
Somente a união do povo pra fazer isso
Mudais!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"Você tem liberdade de escolha?"

Cansa-se de fechar os olhos para a realidade presente de todos os dias
Invade-se da incontrolável raiva interna
A cama que durmo, roupas e sapatos que tenho,
como posso ter tudo isso em posse se é parte de um "podre capitalismo".
Como?

Porque trabalhei para tê-lo?
Por que tenho melhores condições de vida?
Não!
Qual é a minha diferença para o cara, que tem apenas um par de chinelo, uma calça e uma blusa, e carrega um grande carrinho debaixo de sol e chuva, catando entulhos pela rua?

Qual é a diferença?
Nenhuma.
Talvez por algumas atitudes que ele possa ter tido na vida, não tenha sido capaz de ter um teto para morar, mas isso não o torna diferente de mim...
Ele é um humano, tem braços, pernas e fala...
Então qual é a diferença?

A unica diferença é que eu sou um subproduto do capitalismo...
Que nojo de mim!

Clamei ao céu, levantei os braços e a realidade me vestiu como uma seda.
Um vestido de seda branca escorregou suavemente pelo meu corpo e se encaixou.
Agora, parece que entendo.
Entendo e sinto as dores do mundo antes ocultadas por mim mesmo.
Essa raiva. Esse choro guardado quer bater asas.
Olho, tudo isso a minha volta, e sinto muito rancor.
Dói e o choro vem.
Essa, é uma das poucas vezes que um choro soa, sem que seja produto do meu ego.
É uma dor que se refere ao coletivo.
Como posso dormir na minha cama, se o processo que ela chegou até mim contradiz com o que acredito?
Alguem foi explorado para que essa cama que eu durmo fosse produzida, agora como posso dormir nela? E esse edredom que me cubro? E essa roupa que to agora?
Comecei a ter consciência dos objetos que me cercam,
É uma mistura de recusa, dor, justiça...

Eu sou livre não sou?
Então não quero mais aceitar o que este mundo podre me oferece!

Pois bem,
Que seja então iniciada alguma atitude, a consciência eu já tenho!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Instrumento de Mudança"


Revirando as lembranças lembro-me, quando eu tinha uns 8 anos de idade, de estar discutindo com algum professor por este agir em desigualdade...

Lembro-me também de reinvindicar meus direitos em uma certa escola particular em Porto Ferreira, que nesta mesmo fiquei sem nenhum amigo...
A briga foi porque eles estavam fazendo um "abaixo assinado" para tirar um professor do cargo.
O professor era viúvo, inteligente, idealista, pai e homem forte, que com o seu salário sustentava as três filhas. Como aqueles burgueses que achavam que tinham ouro na barriga poderiam agir tão desumanamente com um homem, que sempre foi muito bom professor (eu já havia tido aula com ele em um colégio publico) só porque ele não fazia parte da classe social daqueles medíocres.
Bati de frente e fiquei sozinha.
Sobrou eu e a convicção de que estava fazendo aquilo que achava certo.
Precisei mudar de escola.
Ouvia sempre minha mãe dizer:
- Carolina, para de querer bater de frente com as pessoas que podem mais. Manda quem tem dinheiro, quem tem juízo obedece.
Nunca me conformei com essa frase, posso até ter seguido ela (como ja fiz) mas nunca concordei plenamente.
Minha familia me chama de "Barraqueira", isso é fato! Se é assim que preferem chamar, que assim seja. Sou mesmo. Porque eu tenho que aceitar o que é imposto por outras pessoas se isso torna tudo desigual?
Não aceito, me chamem do que quiserem.
Posso as vezes não ter "meios" para reinvindicar a igualdade, por isso acabo usando as ferramentas que tenho em mãos, que nem sempre são bem-vindas por aqueles que aceitam tudo o que lhes é colocado.
Aliás, minha familia não costuma ler o que eu escrevo, já ouvi até dizerem que escrever é falta de serviço, mas, esquecendo minhas insatisfações pessoais, vou partir logo para a insatisfação total.
Eu não costumo abaixar a cabeça para quem pode mais. Eu quebro a cara, quebro mesmo, bato de frente, me revolto, passo nervoso, até sou humilhada, mas não deixo de fazer aquilo que concordo que seja o bem para o total. Isso é questão de Justiça!
E não é de justiça que as merdas das leis falam não, porque essa justiça é uma hipocrisia e ela não existe, existe apenas para quem tem poder, influências e amizades.
É mentira?
Se for, então você é mais um hipócrita do sistema.

Iniciei esse texto com uma série de objetivos, mas se for colocar todos aqui, vão ser muitas páginas, mas muitas mesmo, porque a revolta deste mundo que me cerca é demais.
Hoje, exatamente hoje, tive a emoção de que não estou sozinha, aqueles "sonhos" da infância, de um mundo de igualdades vai vir sim.
Não, ele não vai vir, sou eu, unida com outras pessoas que vamos atrás dele.
Vamos mostrar que é possível, desde que haja união, e que deixemos de lado a ganância e ambição (a mesma ganância que tomou, lá atras, as pessoas que lutavam por igualdade, e hoje são parlamentares que utilizam o dinheiro dos impostos pagos pelo povo em seu benefício próprio)

E isso acontece SIM, não abaixe a sua cabeça e faça de conta que isso acontece bem longe de você, porque é uma mentira, isso acontece bem aqui, debaixo do nosso nariz.
Eu escolho ser um instrumento de mudança.
Eu escolho entrar para essa luta e morrer por esses ideais.
Eu escolho fazer diferença.

Que seja bem vindo e bem feito:
"Mulheres Vermelhas".

Este é um Projeto da ONG Ribeirão em cena, que acredita no ser humano como um instrumento de mudança.


E vamo que vamo!


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

"Aos que vierem depois de nós"


Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não recebeu a terrível notícia.
Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?

Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso.
Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)
Dizem-me: come e bebe!

Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
Se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
Se o copo de água que eu bebo, faz falta aquem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.
Eu queria ser um sábio.
Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
Manter-se afastado dos problemas do mundo e
sem medo passar o tempo que se tem para viver na terra;
Seguir seu caminho sem violência,
pagar o mal com o bem,
não satisfazer os desejos,
mas esquecê-los.
Sabedoria é isso!

Mas eu não consigo agir assim.

É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

II
Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
quando a fome reinava.
Eu vim para o convívio dos homens no tempo da revolta
e me revoltei ao lado deles.
Assim se passou o tempo que me foi dado viver sobre a terra.
Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
deitei-me entre os assassinos para dormir,
Fiz amor sem muita atenção e não tive paciência com a natureza.

Assim se passou o tempo que me foi dado viver sobre a terra.

III

Vocês, que vão emergir das onda sem que nós perecemos,
pensem,quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que desapatos, desesperados!

Quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos:o ódio contra a baixeza também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,que queríamos preparar o caminho para a amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós com um pouco de compreensão.


Bertolt Brecht
Se estas palavras te fazem refletir, já é um começo de um caminho que começa a ser trilhado, acredito que se cada um não deixar o caminho desaparecer, o final será de gloriosa vitória.(Carol)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

"Mundo tão desigual, tudo é tão desigual"


Nos deixamos enganar pelo que é belo...
Desde sempre...
O belo em pessoas, belo em lugares, belo em momentos...
Vou agora, fornecer um exemplo...

Certa vez, ouvi um amigo politico dizer:
"- Vamos reformar a entrada da cidade, estamos perto das eleições, precisamos mostrar serviço, mostrar que estamos fazendo algo"
Dito e feito: Porto Ferreira está com a avenida principal reformada, a entrada da cidade esta bela!
Não que não fosse necessário uma reforma, claro que é necessário, mas acredito que existem outros lugares com necessidade maior de reforma.
Exemplo: O bairro Jd Anezia, onde existem muitos moradores até hoje, esta sem asfalto, O Jd São Manoel a também, é um bairro onde fica impossivel locomoção de transportes devido ao excesso de buracos nas ruas que ainda são de terra. Porque não houve reforma nas ruas desses bairros, oferecendo então a devida igualdade das pessoas que ali residem com as pessoas que residem no centro(que essas tem asfalto), porque???
Para nos enganarmos com o belo!
Para ainda prevalecer a desigualdade.
A mesma coisa acontece em Ribeirão Preto...
A Av Dr. Francisco Junqueira está em reforma, e as vergosnhas das ruas mais afastadas que estão esburacadas?
Porque essas não são arrumadas? Será que é pelo simples motivo de nos encantarmos com o belo?
Olha que lindo, a prefeitura esta investindo nessas obras, está fazendo algo pela cidade...

Shakespeare relata em Rei Lear que não é mais necessário 100 cavaleiros para o Rei, como também não necessário, broches e bordados para a vestimenta da princesa, sendo apenas necessário um pedaço de pano para que a mesma cubra suas partes intimas...
Gil expressa em "A novidade" e em "Barracos da cidade", seu descontentamento quando a desigualdade existente...

A desigualdade existe desde sempre
O que fazer para mudar?
Até quando?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Desproporção Desigual"



Lá é mais bonito
O visivo predomina
As casas pintadas com cores vivas
As praças mais ilustradas
As ruas mais enriquecidas
Até a grama é mais verde
As pessoas caminham com um "ar" de grandeza...
Elas se sentem grandes
Mesmo não sendo...

No aeroporto
O desfile de grifes enfeita o local
As caixas de madeiras revestidas em couros
Transportam o guarda roupa.
Malas...
Rodas cromadas
Veludos não infestados
Olha..
Alí, naquela...
Tem duas iniciais
Em ouro...
Aquela outra..
Em prata...
Ou será ouro branco?
Quanto luxo...
Ostentação ao centro das sobras
Transição de nitida diferença
Só não vemos, quando não queremos
Eu muitas vezes não quis ver
Hoje faço questão de querer notar,
Tal diferença considerável

O que sobrou...
Dá-se a entender que ali estão as sobras da zona sul...
Sobras de madeiras
Sobras de casas
Sobras da população
Que sem oportunidade não vão para onde a grama é mais verde
Vão para onde se tem um teto para acomodar
Teto improvisado...
Seja lá como for, um teto...
Membros iguais, com valores em numerários separados
Moeda ganha aqui...Disney tô chegando
Moeda ganha ali...Hoje tem jantar na mesa!

Até quando viveremos isso?
Tamanha desigualdade que me inconforma
Incomoda...
E a saída parece estar tão longe...
Penso em mudar...e a saida fica mais próxima...

Até quando...?

domingo, 6 de dezembro de 2009

"ALIGA"


Então vai
Chuva pra molhar
Chuva pra ficar
Chuva pra escorrer
Para já!
Em pingos d´agua fiquei a parar
Mas quis correr, apressar, chegar
Nesse universo interior relutar
Briga constante com o eu
Eu quem?
Quem seria eu?
Estou a perguntar
Crise existencial...
Presente a todo tempo em constante harmonia
Que complexo fui encontrar
O cheiro que gruda e não sai
Qualquer respirar faz lembrar
Com movimentação o aroma paira no ar
Que loucuras me trazem...

Meus heróis
Esses eram assim
Chegavam assim
Partiram assim
Não quero esse excesso

E você?
Soberba podendo tudo chegou aqui
Que dificil te reconhecer
Agora é parte de mim
A cada dia me aproximo mais
Madame do Amor
Que tem luz para a vida
Reconhecer a vaidade ficou doloroso
Aceitável, compreendido
Quanta coisa num só lugar
Num só ser
O inesperado fica divertido se acontecer
Aprendendo a lidar
Com esse acaso
Acaso que acontece
Seguindo de risos
Bom de ouvir
Glorioso sentir
Tão longe, tão perto

A chuva não parou
A dor já foi embora
Dor interior
Que chegou sem avisar
Avisou...
Olha onde fui chegar

Boca abre
Energia não se renova
Fatos agrupam
Corre
Sente chuva
Leva embora
Pensa poesia
Relembra poetas
Junta letras

Chego já...

sábado, 28 de novembro de 2009

"Hahaha"



Resolvi sentar agora, frente ao computador para escrever...
Resolvi também fazer promessas antes de iniciar esse texto...
Não vou apagar uma palavra sequer...a não ser que ela tenha feito uma junção muito impronunciável...do contrario..ela ficara aqui! Só vou acrescentar, e não tirar!
Assim que sentei, o som começou a tocar um musica que "casou" e me fez lembrar de alguem que tá longe....: "...Que tu virias, numa manhã de domingo, eu te anuncio no sino das catedrais, tu vens, tu vens, eu já escuto os teus sinais...(Zé Ramalho)" Relembrei aquele inesquecivel sorriso.
Também decidi relatar passo a passo esses meus pensamentos que vem e vão...
Hora malucos...
Irresponsáveis...
Improváveis...
Responsáveis...
Muitos deles!
Em multidão e em organização...
Há...Chega dessa filosofia de pensamentos!
Vai ser esse, um texto tipo diário.Meio zonzo, meio maluco.
Acordei numa ressaca que por Deus do céu!
Ontem nós fizemos um ensaio aberto do Teatro, e o céu também era em aberto...Um "Teatro sem teto", é uma delicia sentir o ar que vem do céu enquanto se representa, choveu horrores, e então fomos convocados a nos jogar no "plano B", o galpão fechado. O público que estava lá para assistir foi um público tremendamente fiel. Hahaha...Obrigada público!
Então, depois da apresentação, nos reunimos e, é delicioso estar com todo esse pessoal.
Decidimos então tormarmos vinho, na "Encantada cada de Mary"...hahaha...Muita natureza, muito ar, muito céu, muito Ribeirão e toda aquela união de palavras.
Palavras que se encaixam, que passeiam e se multiplicam.
Bebada, depois de brindes e brindes a Baco, narguilé, dormi por lá...de óculos e tudo! mas nem foi só eu não, muitos e muitos bocas abertas dormindo de boca aberta!hahaha
E a dor de cabeça de hoje, e a ressaca...
Cheguei em casa, comecei a fazer as coisas das quais tenho que fazer...
Pensamentos vem...
Pensamentos vão...
Como ja fiz coisas na minha vida das quais ninguem imagina...
Hoje comecei a recordar as coisas...Pensei em colocar até algumas aqui, mas isso talvez iria quebrar muito como as pessoas me veem, eu não quero isso....
É engraçado...muitos dos absurdos, loucuras e alegrias que me permiti presenciar, foi pela emoção...emoção de cometer tal ato a ponto de sentir a emoção daquele ato!
Hahaha
Se eu tivesse me entregado ao teatro a tempos atrás...
É engraçado mesmo...e hoje eu posso viver muita coisa, sentir todas as emoções de atos, tudo o que me é permitido, e eu fico me restringindo....
Ai, Carolina!
Tô nesse momento de conhecer mais do personagem e me entregar mais a ele, para poder passar melhor o que ele deseja, como ele é...tá em um momento delicado, e gostoso, saboroso....hahaha...Não posso perder o humor, senão perco cinquenta por cento do meu dia, a outra metada cai, por conta dos cinquenta por cento que já se foi.
Não sei ainda o porque, ou sei, pelo fato do autoconhecimento...há...sei lá, mas, me deu vontade de dizer isso: Caçadora de Sentimentos e Emoções!
Hahaha.
O fato é que, tenho minhas obrigações de Amélia agora...Limpar a casa, lavar a roupa, arrumar a super bagunça do meu quarto, estudar, blá, blá,blá,blá...e ainda trabalhar!
Meu Deus!
Vamo que vamo!
Centralizar, buscar energia do centro da terra, ficar descalça, sentir a brisa, deixar que o vento leve o que é ruim, apreciar o verde, e começar, a todo segundo!

Hahaha...UUiiiaa..Conclui!

FIM!
(da Talita)
hahahaha!